Pessoal do Faroeste apresenta “O LABIRINTO REENCARNADO”

Cena de "O Labirinto Reencarnado"

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Nova montagem do grupo é centrada no contexto da Segunda Guerra Mundial em São Paulo

Conhecida por levar aos palcos temas que abordam o cotidiano social e político da Cidade de São Paulo, a Companhia de Teatro Pessoal do Faroeste prepara a montagem Labirinto Reencarnado. O espetáculo entra em cartaz a partir de sábado, 14, às 18horas no Teatro da Sede Luz do Faroeste.

A peça escrita e dirigida por Paulo Faria, narra as influências da Segunda Guerra Mundial na cidade de São Paulo por meio de assuntos instigantes, como o início das edificações, a decadência da eugenia (ideologia de ‘pureza racial’ comum ao Brasil nas décadas de 30 e 40), a política de exclusão e o aperfeiçoamento da Saúde Pública com o advento da enfermagem – traços importantes no processo de ocupação urbana durante a Modernidade. Reencarnado é o desfecho da Trilogia Degenerada: A História de São Paulo através de um Casarão em Campos Elíseos, que teve início com os espetáculos Re-bentos, em 2002, e Os Crimes de Preto Amaral, em 2006.

Como complemento desta pesquisa, a Companhia organizou em parceria com o Museu da Energia, o Ciclo de Palestras, sempre as segundas-feiras de junho, às 15horas, com artistas e acadêmicos que compuseram obras relacionadas à temática da peça, entre eles: Ms.Juliana Fiocca, a psicóloga Ciça Ribeiro, Dr. Paulo Souza Campos, Diretor e dramaturgo Paulo Faria e Dr. Roney Cytrynowicz.
O processo de didática deste novo trabalho iniciou em outubro de 2007. Foi dividido em núcleos/oficinas nas áreas de direção, dramaturgia, iluminação, cenografia e produção, com aproximadamente 50 pessoas envolvidas na criação.
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ENREDO
Labirinto Reencarnado conta a história de Ícaro, um jovem membro da aeronáutica brasileira, filho de um cristão novo (convertido judeu para cristão) e de uma católica. Seu pai é o engenheiro eugenista Dédalo, que constrói presídios, manicômios e hospitais. Dédalo é português, e veio ao Brasil com os pais durante a Primeira Guerra. Eles morrem prematuramente e essa perda faz com que Dédalo seja criado por seus parentes cristãos que o converteram para fugir de perseguições anti-semitas na Europa.

Em 1944, Dédalo tem um surto-psicótico. Atravessa grande conflito religioso, pois a Segunda Guerra (resultado da eugenia hitlerista) extermina seu antigo povo judeu na Europa. Ícaro é integrante da juventude hitlerista e vai para guerra lutar pelo nazismo. Em julho daquele ano, a enfermeira Ananda, sua amiga de infância, viaja junto à expedição da FEB – Força Expedicionária Brasileira para Itália. Ícaro embarca escondido como aviador e se integra a tropa alemã.

Nesse contexto, a enfermagem brasileira é tratada com forte simbologia social. A época ficou conhecida como o Marco da Emancipação Profissional da Mulher Moderna com o advento das enfermeiras no front de guerra. Dessa forma, motivadas pelo desejo de servir ao próximo e ao Estado pelo espírito cívico- independente do ônus social que essas guerras possam ter trazido aos povos em litígio- conseguiram o reconhecimento social para o exercício dessas atividades fora do domicílio, não ameaçavam a ordem social estabelecida e cumpriam um papel de reprodução da ideologia dominante.

(fonte: http://www.pessoaldofaroeste.com.br/espetaculos_labirinto.html)


A apresentação acontece nesta quinta-feira, 18 de setembro, às 20h00 na Casa de Shows FOUR. O espetáculo é gratuíto, recomendado para maiores de 13 anos e os ingressos, limitados, podem ser retirados na Casa da Cultura “Profª Maria Bove Coneglian”. INFORMAÇÕES: [14] 3263-6525.

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