O Projeto Ademar Guerra, programa da Secretaria da Cultura do Governo do Estado de São Paulo, dará continuidade as suas atividades da edição 2011 com a realização do Encontro Regional de Teatro em Lençóis Paulista, região de Bauru, nos dias 23 e 24 de julho. A programação terá oficinas e palestras com importantes profissionais de teatro que integram a equipe dos orientadores artísticos do Projeto Ademar Guerra.
O objetivo da realização dos Encontros Regionais é interiorizar e descentralizar as atividades culturais no Estado, possibilitando aos jovens artistas atualização, capacitação e para alguns, o primeiro contato com o universo teatral. Com essa ação também se fomenta a integração entres os artistas. A coordenação do projeto prevê a realização de encontros regionais em várias regiões do Estado entre julho e setembro.
O projeto Ademar Guerra foi criado em 1997 pela Secretaria de Estado da Cultura com o objetivo de propiciar orientação artística a grupos teatrais em atividade no interior e litoral do Estado de São Paulo. Assim, os artistas-orientadores atuam junto aos grupos selecionados, acompanhando seus projetos de pesquisa e montagem de espetáculos.
Neste ano, 35 artistas atuam na orientação dos 35 grupos de teatro selecionados em 29 cidades do Estado de São Paulo, totalizando 247 atores participantes do projeto. O incentivo e valorização na formação dos grupos visam, sobretudo, colaborar também com a formação de público e com o incremento na vida cultural das comunidades.
Equipe
A curadoria do projeto é do diretor de Sérgio Ferrara que trabalhou com grandes atores como Paulo Autran, Raul Cortez, Eliane Giardini e Rosi Campos, além de grandes dramaturgos como Maria Adelaide Amaral, Mário Bortolotto. Com Plínio Marcos, trabalhou no Teatro de Arena. Por sua direção do espetáculo Pobre Super-Homem, de Brad Fraser, ganhou o Prêmio APCA (Associação Paulista dos Críticos de Arte) de melhor diretor
O ator e gestor cultural Expedito Araújo será o consultor do Projeto em 2011. Graduado em artes cênicas na Universidade Federal do Rio de Janeiro, o ator foca seu trabalho em pesquisa e atuação, atividades relacionadas às interseções de artes cênicas, cultura e educação. Atualmente é diretor artístico e de comunicação do programa cultural Vivo EnCena, da empresa de telefonia Vivo.
A coordenação geral do projeto Ademar Guerra está a cargo de Aldo Valentim, mestre em Artes Cênicas pela Unicamp e mestrando em Gestão Pública pela FGV. Foi coordenador do projeto Ademar Guerra de 2003 a 2006. A equipe conta também com dois produtores, Michelle Gonçalves e Beto Souza, profissionais com experiência na área de produção teatral.
Local: CASA DA CULTURA de Lençóis Paulista
Rua 07 de Setembro, 934 – Centro – CEP: 18682-042
Contato: (14)3264-1311 / (14) 3263-6525
cultura@lencoispaulista.sp.gov.br
www.oficinasculturais.org.br
Programação do Encontro Regional de Teatro em Lençóis Paulista
Oficinas
23 e 24 de julho
O Mundo Dramático de Nélson
Com: Luiz Carlos Laranjeiras
Dramaturgo, diretor, ator, arte-educador e mestre em Filosofia/Estética, participou do Teatro Vento Forte em São Paulo e escreveu as peças Folia da terra, Coração diamante, Na pressão, entre outros textos. Como diretor, destaque para os espetáculos As patacoadas de Cornélio Pires, teatro adulto com o Andaime Teatro/CPT, e A casa de dentro da gente, teatro para a infância e a juventude com a Caixa de Histórias/CPT.
Sinopse:
Palestra na área de Teatro sobre a presença do tragicômico na dramaturgia de Nelson Rodrigues, revelado pela coexistência entre alguns elementos do trágico e do cômico nos procedimentos dramáticos das peças A mulher sem pecado, Vestido de noiva, A falecida, Boca de ouro e Beijo no asfalto.
Total de vagas: 15
Dia 23 de julho
Horário: 14:00 as 17:00
Publico alvo: Pessoas interessadas em geral
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A Mascara em cena – Representação e expressão
Com Murilo de Paula
Formado em Artes Cênicas pela Unicamp, trabalha atualmente como ator e bailarino. Dirigiu Pássaros de papel (2006) e participou como assistente de direção de Encontro de dois (Cia quase 9, com dir. de Mariana Muniz, 2010) e Homens de papel (dir. Roberto Mallet, 2007). Últimos trabalhos como intérprete: Em algum lugar fora do mundo, direção de João Andreazzi, Cia Corpos Nômades. Mabe Ma, coreografado e dirigido pelo coreógrafo e bailarino de butoh, Tadashi Endo. Notas da Superfície, pelo Núcleo Experimental de artes cênicas do SESI, direção Márcia Abujamra. O Bailado de Flávio de Carvalho, pelo Núcleo Experimental de artes cênicas do SESI, direção de Roberto Lage. Qio-Guem?! Direção de Alice K. Estuda dramaturgia desde 2006, com foco em textos contemporâneos e em dramaturgia colaborativa. De 2004 a 2005 foi monitor da disciplina “Máscara: elementos técnicos de artes visuais”, trabalhando junto à profa. Heloísa Cardoso no laboratório de máscara e cenografia do dep. de Artes Cênicas – Unicamp. Criou e confeccionou máscaras para os espetáculos: Notas da Superfície; O bailado de Flávio de Carvalho; Ponto de Partida, dir. Pedro Braga e A hora em que não sabíamos nada uns dos outros, da Cia Elevador Panorâmico, dir. de Marcelo Lazzaratto
Sinopse:
A máscara é um elemento dinâmico, em constante mutação. É um objeto potente de representação da realidade e do presente, portanto se transforma para dar voz e dialogar com as necessidades e questões de seu tempo. Instigar a busca pela expressão justa e autoral e ampliar o diálogo entre máscara e contemporaneidade é o desafio para esse encontro.
Dia 24 de julho
Horário: 09:00 as 12:00 / 14:00 as 17:00
Total de vagas: 15
Publico alvo: Publico com experiência em Teatro.
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Butoh como linguagem de expressão
Com Ana Chiesa Yokoyama
Atriz e Arte Educadora formada pela Eca-Usp, estudou por 3 anos com Kazuo e Yoshito Ohno no Kazuo Ohno Dance Studio em Yokohama- Japão (de 2000 a 2003). Em 2009 foi contemplada pelo Ministério da Cultura e pela Organização do Centenário da Imigração Japonesa no Brasil a se apresentar no Japão, em Yokohama e em Shizuoka, o Epetáculo Teatral “Onishi não pode Dançar”. Integrante da Cia Teatro Balagan desde 2007
Sinopse:
A Oficina tem como objetivo apresentar, por meio de exercícios práticos e filosóficos, alguns princípios da expressão cênica japonesa, o Butoh de Kazuo Ohno.
Utilizando materiais e elementos da natureza, como água, terra, pedra, flor, etc, os princípios do Butoh serão experimentados através de práticas que têm como base principal a respiração e a contenção de movimentos.
A consciência do corpo em relação ao material lúdico explorado é a matéria do trabalho, trazendo à tona a memória com suas imagens e aspirações poéticas, elementos fundamentais para a construção cênica.
Total de vagas: 15
Dias 23 e 24 de julho
Horário: 09:00 as 12:00 / 14:00 as 17:00
Publico Alvo: Pessoas com experiência com Teatro Dança.
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Prática de direção cênica na perspectiva da composição teatral
Com Fabiano Lodi
Fabiano Lodi é diretor teatral e produtor cultural. É responsável pela Escultural Produções de Arte, produtora que realiza uma ampla gama de projetos ligados às Artes Cênicas na cidade de São Paulo. Integra o banco de pareceristas de projetos culturais do
Ministério da Cultura. Como diretor teatral, coordena os trabalhos do Projeto Dobrável – núcleo artístico que prioriza a cooperação artística em diversos segmentos da arte. Suas realizações recentes incluem produções de workshops internacionais, publicações nas áreas de direção teatral e ensino de teatro e orientação artística em projetos de formação
Sinopse:
Serão experimentadas variadas estruturas de Composições Teatrais, procedimentos de direção teatral que priorizam a organização de materiais gerados em processo criativos de improvisação. Trata-se de uma série de possibilidades de organizar conteúdos temáticos que resultem em cenas teatrais, coreografia, performance ou outras formas cênicas de representação. O processo artístico decorrente das Composições Teatrais rediscute a hierarquia tradicional estabelecida nas relações artísticas em teatro, especialmente no que envolve a relação diretor-ator
Total de vagas: 15
Dias 23 e 24 de julho
Horário: 09:00 as 12:00 / 14:00 as 17:00
Publico Alvo: Diretores Teatrais.
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Circo-teatro de repertório
Paulo Cardoso
Ator, diretor, dramaturgo, produtor a mais de 30 anos de experiência no setor teatral, de família de Circo, Notório Saber em Artes Cênicas pelo SATED/SP. Participou dos projetos dos Núcleos de Artes Cênicas do SESI, Viagem Teatral, Mostra de Teatro de Bonecos, Cena Livre, Criação de Grupos, Criação de Espaços Culturais, foi um dos Criadores dos Núcleos de Artes Cênicas do SESI/SP. Dirigiu as peças Um Longo Caminho que vai de Zero a Ene, O Céu Uniu Dois Corações, A Greve do Sexo, Revolução das Mulheres, Um Deus Chamado Dinheiro, Cegonha Boa de Bico, Os três Gostosões, Ah se o Anacleto Soubesse, Promete Que não Conta? Diário de Adolescente, Cala Boca Etelvina, Vejo um Vulto na Janela, me Acudam Que eu sou Donzela, A Chuva de Sorrisos entre outras. Ganhou prêmio de melhor Diretor, melhor Ator em diversos festivais no Brasil
Sinopse:
Clown se traduz por palhaço, mas as duas palavras têm origens diferentes. Clown vem do inglês, segundo Ruiz, está ligado ao termo camponês “clod”. Já palhaço vem do italiano “paglia” (palha), usada para revestir colchões: a primitiva roupa do palhaço era feita do mesmo tecido grosso e listrado do colchão. A diferença entre um e outro, o palhaço é mais de feira e praça, o clown de circo e palco. Hoje existe pouca diferença entre a palavra palhaço e a palavra clown, pois as duas palavras se confluem em essências cômicas. A primeira, no entanto, é usada, às vezes, como insulto, significando estúpido, ridículo e exibicionista, ou para indicar o cômico do circo. O interesse pelo clown manifesta-se nos anos sessenta. O circo se transforma e o clown sai do picadeiro para as ruas, para o teatro. Muitos jovens desejam serem clowns; é uma profissão de fé e uma tomada de posição perante a sociedade. O clown põe em desordem certa ordem e permite assim denunciar a ordem vigente. O clown torna-se, com o tempo, um profissional que deve saber realizar seus fracassos com talento, trabalho e técnica. É um caminho puramente pedagógico e coloca o comediante numa situação para além da representação clownesca. Temos, dentro da literatura, do cinema, do teatro, tipos ingênuos e desajustados que vêm acompanhando nossas vidas, entre eles: Charles Chaplin, Gordo e Magro e Os Três Patetas.
Total de vagas: 15
Dias 23 e 24 de julho
Horário: 09:00 as 12:00 / 14:00 as 17:00
Publico Alvo: Diretores Teatrais